- mell280
24/03/2026 10h35
Dólar apresenta alta com tensão no Oriente Médio, avanço do petróleo e mercado atento a ata do Copom e incertezas sobre juros nos EUA
Boletim sobre o câmbio — Elson Gusmão – diretor de Câmbio da Ourominas
O dólar abriu esta terça-feira (24) em alta, acompanhando o aumento da aversão ao risco no exterior. A cotação atual gira em torno de R$ 5,26.
O movimento acompanha um fluxo mais defensivo, com investidores buscando proteção diante das incertezas externas. A demanda por dólar é sustentada pelo ambiente internacional mais tenso, que reduz o apetite por ativos de risco, especialmente em mercados emergentes.
No cenário externo, o preço do petróleo voltou a subir nesta terça-feira, em meio à persistência das tensões no Oriente Médio, o que reforça pressões inflacionárias globais e contribui para a valorização da moeda norte-americana. Além disso, o mercado segue atento às expectativas para a política monetária dos Estados Unidos, com dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve.
No cenário doméstico, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), após a decisão que reduziu a taxa Selic de 15% para 14,75%, a primeira queda em quase dois anos. O documento indica que o ambiente externo, especialmente o conflito no Oriente Médio, tem impacto direto sobre a inflação, especialmente por meio da alta do petróleo.
A agenda do dia também contribui para a cautela. Investidores monitoram indicadores econômicos nos EUA, que podem alterar projeções para juros, além da ata do Copom no Brasil, que reforça a percepção de juros elevados por mais tempo. Esse ambiente tende a sustentar a volatilidade no câmbio ao longo do pregão.
Na agenda econômica, investidores acompanham os PMIs dos Estados Unidos, além de dados de emprego, produtividade e custo do trabalho, que podem influenciar as projeções para os juros.
Boletim sobre o ouro — Mauriciano Cavalcante – Economista da Ourominas
O ouro opera em queda nesta terça-feira (24), pressionado pela valorização do dólar e pelo nível elevado dos juros nos Estados Unidos. A onça-troy do metal é negociada na faixa de US$ 4.407. No Brasil, o ouro à vista (24k) acompanha o movimento internacional e o câmbio, sendo cotado ao redor de R$ 735 por grama.
O movimento reflete a perda de atratividade do metal diante de um ambiente de juros mais altos. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos seguem elevados, o que aumenta o custo de oportunidade de manter posições em ouro, ativo que não oferece retorno em juros.
Apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que tradicionalmente favoreceriam ativos de proteção, o ouro recua, pressionado principalmente pela força do dólar e pelo patamar elevado dos juros nos Estados Unidos, que reduzem o interesse pelo metal.
No radar, seguem os dados econômicos dos Estados Unidos e as expectativas para a política monetária do Federal Reserve. A perspectiva de juros elevados por mais tempo continua sendo o principal fator limitador para o desempenho do metal no curto prazo.
Sobre Elson Gusmão
Elson Gusmão é o Diretor de Operações da Ourominas, considerada uma das maiores empresas de ouro e câmbio do país. Formado em Gestão Financeira em 2016, está há mais de 8 anos na Instituição Financeira e DTVM. Faz análises sobre a cotação de câmbio de moedas e realiza comentários sobre as atualizações do mercado.
Sobre Mauriciano Cavalcante
Mauriciano Cavalcante é economista da Ourominas, uma das maiores empresas de compra e venda de ouro no Brasil. Bacharel em Negócios Internacionais e Comércio Exterior, o especialista comenta sobre a cotação do ouro e câmbio de moedas. Mauriciano também aborda sobre tendências do mercado nacional e internacional e sua correlação com o mercado cambial.
Sobre a Ourominas
A Ourominas (OM) possui anos de história e atuação. Ao longo desse período construiu uma sólida reputação, se consolidando como uma bem-sucedida instituição do mercado e referência no Brasil em serviços financeiros.
Atualmente a OM possui um portfólio diversificado de soluções financeiras no mercado de ouro ativo financeiro para exportação, investimento e consumo industrial, da qual é certificada na Americas Gold Manufacturers Association (AMAGOLD). E no mercado de câmbio de moedas estrangeiras para turismo e negócios internacionais, integra a Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM).
Em 2021, a OM foi a primeira Instituição Financeira da América Latina a possuir as certificações ISO 9001, 14001 e 45001, e em 2022, a OM foi a primeira Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) da América Latina a possuir a certificação Great Place to Work (GPTW).
Com uma estrutura completa de consultores especializados, oferece atendimento dedicado a diversos perfis de empresa ou pessoa física, moldando os produtos às necessidades dos clientes com qualidade, agilidade e baixos custos operacionais.
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