- mell280
06/03/2026 14h28
2026 exigirá estratégia no canavial: gestão técnica será determinante para preservar margens
O setor sucroenergético inicia sob uma combinação de fatores que impõe maior disciplina ao produtor de cana. Após ciclos de preços mais favoráveis, o mercado convive agora com ajustes nas cotações do açúcar e do etanol, maior volatilidade internacional e pressão competitiva ampliada, inclusive pelo avanço do etanol de milho em algumas regiões. Esse movimento reduz o espaço de conforto nas margens e torna o planejamento mais sensível às oscilações de mercado.
Ao mesmo tempo, os custos médios de produção permanecem expressivos. Insumos estratégicos como fertilizantes e defensivos, além de diesel, manutenção de máquinas e serviços agrícolas, continuam demandando planejamento financeiro criterioso, já que são determinantes para a manutenção da fertilidade do solo, da sanidade do canavial e da estabilidade produtiva ao longo dos ciclos.
Soma-se a isso a variabilidade climática, que afeta produtividade e o ATR (Açúcar Total Recuperável), indicador que determina a quantidade de açúcar efetivamente extraível da cana e que baliza a remuneração do produtor. Quando o preço da matéria-prima recua e os custos não acompanham na mesma intensidade, a gestão eficiente desses fatores passa a ser decisiva para mitigar a compressão das margens.
Diante desse cenário, o produtor rural precisará adotar uma postura ainda mais estratégica. Não se trata de improvisar para compensar perdas, mas de agir com gestão técnica, priorização criteriosa de recursos e decisões baseadas em dados. A revisão do planejamento agronômico, com foco em análise de solo, equilíbrio nutricional, controle eficiente de pragas e manutenção do potencial produtivo do canavial, será determinante para evitar perdas estruturais que comprometam os próximos ciclos.
A disciplina financeira assume papel central. Mapear custos por hectare, acompanhar indicadores de produtividade e ATR, projetar fluxo de caixa e avaliar com cautela novos investimentos são medidas que fortalecem a resiliência da operação.
Nesse contexto, soluções que reduzam perdas e ampliem a previsibilidade produtiva tornam-se estratégicas.
O Cordel, bionematicida da Inflora, do Grupo Santa Clara, atua no combate aos nematoides, contribuindo para a redução de danos ao canavial e, como consequência, para maior produtividade. Com mecanismos de proteção e indução de resistência da planta, posiciona-se como ferramenta de apoio técnico ao produtor que busca eficiência agronômica aliada a uma alternativa economicamente viável para a cultura da cana-de-açúcar, especialmente em operações de maior volume.
2026 exigirá menos reação e mais planejamento. Em um ambiente de margens pressionadas, a sustentabilidade do canavial estará diretamente relacionada à qualidade da gestão adotada. A competitividade não dependerá apenas do volume colhido, mas da capacidade de transformar informação técnica e disciplina operacional em resultado consistente.



