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01/03/2026 08h16 - Atualizado em 01/03/2026 09h46
Mulheres avançam no executivo, mas seguem ausentes no legislativo em Maracaju
Hosana de Lourdes Jornalista – Tudo do MS
O mês de março começa neste domingo (1º) e, com ele, o portal Tudo do MS dá início a uma série especial de reportagens em alusão ao Mês Internacional da Mulher e ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. A proposta é ir além das homenagens simbólicas e provocar uma reflexão necessária sobre representatividade, participação política e protagonismo feminino em Maracaju.
E o primeiro recorte é a política.
Atualmente, a Prefeitura de Maracaju, sob a gestão do prefeito Marcos Calderan, apresenta um cenário que chama a atenção: a maioria do primeiro escalão é composta por mulheres. Entre as secretarias municipais, apenas quatro são comandadas por homens — o secretário de Esporte, Wildemar da Silva Souza “Gaúcho”, secretario de desenvolvimento Agadir Mossmann, Finanças, Helton Matos e o secretário de Cultura, Rafael Jara.
As demais pastas estão sob liderança feminina:
Educação, com a professora Silvana;
Governo, com Daiana Barbosa Jaques;
Obras, com Adriana Magrini;
Saúde, com Chirley Rocha;
Administração, com Paula de Souza K. Brites;
Assistência Social, com Leisa Barbosa.
Ou seja, no Executivo Municipal, as mulheres ocupam papel de destaque e exercem funções estratégicas na condução das políticas públicas.
No entanto, quando o olhar se volta para a Câmara Municipal, o cenário é completamente diferente. O Legislativo maracajuense é composto por 13 vereadores — e nenhuma mulher.
É justamente nesse contraste que surge o alerta: enquanto as mulheres avançam em espaços de gestão, ainda enfrentam barreiras significativas na representatividade parlamentar.
É evidente que Maracaju conta com vereadores atuantes e comprometidos com o município. A discussão aqui não é sobre a competência individual de quem ocupa as cadeiras, mas sobre a ausência de diversidade na composição do Legislativo.
É preciso enfrentar uma realidade que há anos se repete no município: mulheres não têm conseguido eleger mulheres. E isso exige reflexão.
Mais do que flores e lembranças distribuídas no dia 8 de março — gestos simbólicos que, embora bem-intencionados, pouco transformam estruturas — é necessário discutir participação efetiva, voz ativa e poder de decisão.
O fortalecimento feminino passa por qualificação, autonomia, posicionamento e consciência política. Passa por entender que representatividade importa. Que políticas públicas também precisam do olhar feminino no debate, na proposição de projetos e na fiscalização.
Março não deve ser apenas um mês de homenagens. Deve ser, sobretudo, um período de questionamento e mudança de mentalidade.
Se as mulheres já demonstram capacidade de gestão no Executivo, por que ainda não ocupam cadeiras no Legislativo?
Essa é a reflexão que fica — e que o Tudo do MS seguirá aprofundando ao longo deste mês especial.
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