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Fortes chuvas em Juiz de Fora deixam 14 mortos, 440 desabrigados e estado de calamidade declarado


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  • mell280

24/02/2026 08h49

Fortes chuvas em Juiz de Fora deixam 14 mortos, 440 desabrigados e estado de calamidade declarado

Da redação com G1


 

 

Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, enfrenta uma grave situação de emergência após as fortes chuvas que atingiram a cidade desde a noite de segunda-feira (23). Segundo informações apuradas pelo G1 Zona da Mata, a prefeitura confirmou 14 mortes em diferentes pontos do município e decretou estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira (24). 

 

De acordo com a administração municipal, o volume de chuva registrado em fevereiro já é o maior da história da cidade, com cerca de 584 milímetros acumulados — o dobro do esperado para o mês. O temporal provocou deslizamentos de terra, soterramentos de imóveis, alagamentos e o transbordamento de rios e córregos, deixando diversos bairros isolados e causando danos generalizados. 

 

 

Mortes e desabrigados

 

 

As 14 mortes registradas ocorreram em diferentes bairros, com o maior número de óbitos concentrado nos trechos mais atingidos pelos deslizamentos:

 

  • 4 mortes na Rua Natalino José de Paula, bairro JK;
  • 4 na Rua Orville Derby Dutra, bairro Santa Rita;
  • 2 na Rua João Luís Alves, bairro Vila Ideal;
  • 1 na Rua José Francisco Garcia, bairro Lourdes;
  • 1 na Rua Eurico Viana, bairro Vila Alpina;
  • 1 na Estrada Athos Branco da Rosa, bairro São Benedito;
  • 1 na Rua Jacinto Marcelino, bairro Vila Olavo Costa.  

 

 

Segundo o G1, cerca de 440 pessoas estão desabrigadas, recebendo acolhimento provisório da prefeitura e apoio de equipes de assistência. As aulas em todas as unidades da rede municipal foram suspensas por tempo indeterminado. 

 

 

Busca por desaparecidos e ações de resgate

 

 

Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e forças municipais seguem mobilizadas nas buscas por desaparecidos em áreas de soterramento. Em determinados bairros, como o Parque Burnier, há relatos de pessoas ainda desaparecidas, incluindo crianças, e ocorrências de casas atingidas pela lama. 

 

A operação de resgate tem sido desafiadora devido aos grandes volumes de lama, deslizamentos e áreas de difícil acesso, exigindo esforços contínuos das equipes no local.

 

 

Infraestrutura e serviços afetados

 

 

Além das buscas, a chuva provocou o transbordamento do Rio Paraibuna e córregos urbanos, bloqueou vias, provocou interdições de pontes e do mergulhão que liga bairros ao centro da cidade e derrubou árvores em diferentes pontos. 

 

A prefeitura informou que o estado de calamidade pública vale por pelo menos 180 dias, período em que serão intensificadas as ações de resposta, recuperação e suporte às famílias atingidas. 

 

 

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