- mell280
21/10/2026 07h43
Pecuarista tem ganho de 180% na vida útil de pneus em operação em Mato Grosso
Utilizando o Dyna Torque HD R-1, da Titan/Goodyear, produtor de Juína atingiu quase 7.000 horas trabalhadas com o conjunto em seus tratores
Na pecuária, produtividade não depende apenas do desempenho do rebanho. Em propriedades onde tratores e máquinas percorrem grandes áreas e enfrentam terrenos irregulares, a durabilidade dos equipamentos também pesa diretamente sobre os custos e a eficiência da operação. Em Juína, no noroeste de Mato Grosso, por exemplo, o pecuarista, Márcio Ferreira de Mello, encontrou nos pneus uma alternativa para aumentar o tempo de trabalho dos tratores e reduzir a frequência de substituições.
Natural de Londrina, no norte do Paraná, o pecuarista chegou, em 1989, ainda jovem, ao Centro-Oeste brasileiro, acompanhando uma trajetória familiar ligada à pecuária. A atividade já fazia parte de sua história, iniciada pelo avô e posteriormente seguida pelo pai. A mudança ocorreu em um período em que a região ainda passava por um processo de expansão e ocupação de novas áreas produtivas. Desde então, ele construiu sua operação no município, embora enxuta, mas muito eficiente.
Atualmente faz a cria e recria de aproximadamente 3.500 cabeças por ano, distribuídas entre duas propriedades. O pecuarista acompanha diretamente todas as etapas do negócio, desde a aquisição de insumos até a comercialização dos animais. Esse envolvimento em na parte operacional faz com que máquinas e implementos tenham papel importante na rotina da propriedade. E, nesse contexto, a durabilidade dos pneus passou a ser um dos pontos observados.
Antes da mudança para o Dyna Torque HD R-1, da Titan/Goodyear, os pneus utilizados pelo produtor apresentavam vida útil média de aproximadamente 2.500 horas trabalhadas. Após a mudança, a durabilidade chegou perto de 7.000 horas, um aumento de cerca de 180% em relação ao conjunto anterior. “Foi uma surpresa muito grande alcançar tantas horas de uso. As carcaças ainda tinham qualidade para receber uma recapagem e depois serviu em outro trator que eu vendi. É impressionante, realmente o pneu é muito bom”, conta Mello.
A diferença ganhou ainda mais relevância diante das condições encontradas na Fazenda Juína. Segundo o produtor, o relevo da propriedade é irregular e parte das áreas apresenta grande quantidade de pedras e cascalho, cenário que aumenta a exigência sobre pneus utilizados nas operações de campo.
Mais horas de trabalho, menos paradas
A substituição de pneus representa uma despesa que vai além do valor do produto. Para uma propriedade pecuária, a necessidade de interromper uma máquina, realizar a troca e eventualmente encaminhar o equipamento para manutenção também interfere na rotina operacional. Foi justamente nesse aspecto que Mello percebeu uma das principais diferenças após a adoção do Dyna Torque HD R-1. “Ele tem muita tecnologia que ajuda a melhorar muito essa eficiência e a durabilidade”, afirma.
O Dyna Torque HD R-1 foi desenvolvido para aplicações que exigem elevada capacidade de tração e resistência. A configuração do pneu busca distribuir a força entre a região central e os ombros, favorecendo a tração e reduzindo a patinagem. O modelo conta com a tecnologia Dual Technology, com duas lonas flutuantes, estrutura desenvolvida para aplicações que exigem maior resistência e que pode eliminar a necessidade de duplagem em determinadas condições de uso. “Muitos produtores compram o pneu comum e mandam duplar. Aí já perde a garantia além de comprometer a eficiência”, relata o pecuarista.
A construção Dyna Torque HD R-1 também contempla proteção contra cortes e perfurações na banda de rodagem e nos costados, além de um talão desenvolvido para suportar maiores cargas. Outro atributo destacado é a capacidade de autolimpeza, característica relevante em operações realizadas em diferentes condições de solo.
Eficiência ganha peso em cenário de valorização do boi
Em uma atividade marcada por custos elevados e margens que podem variar conforme o ciclo pecuário, o ganho de durabilidade dos componentes ganha ainda mais relevância. Na primeira quinzena de setembro, o boi gordo em Mato Grosso chegou a R$ 327,73 por arroba, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na comparação com a média de R$ 299,92/@ registrada pelo instituto em setembro de 2025, o valor representa uma alta nominal de 9,3%.
Para o pecuarista, a valorização da arroba reforça a necessidade de olhar para a eficiência dentro da porteira e recuperar margens comprometidas em períodos anteriores. “O preço da arroba agora, sendo mais valorizado, nos motiva a trabalhar ainda mais com eficiência para recuperar os prejuízos do passado. Nesse cenário, a busca por maior vida útil dos componentes deixa de ser apenas uma questão de manutenção e passa a fazer parte da gestão da propriedade”, finaliza Mello.






