05/09/2026 13h30
Sargento da PM é preso com motos elétricas e outros produtos sem nota fiscal
Wilson de Souza Gomes, de 44 anos, estava com o filho quando foi abordado em fiscalização em Maracaju
Por Clara Farias e Helio de Freitas, de Dourados
O 3º sargento da Polícia Militar, Wilson de Souza Gomes, de 44 anos, foi preso nesta sexta-feira (4), em Maracaju, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande, por transportar mercadorias sem documentação fiscal. O militar, que atua no Comando-Geral da PM em Campo Grande, estava acompanhado do filho quando foi abordado pela PMR (Polícia Militar Rodoviária) durante fiscalização.
Conforme apurado pela reportagem, Wilson estava em um veículo quando foi parado pelos policiais. Durante a vistoria, foram encontradas diversas mercadorias sem a documentação fiscal exigida. O sargento ainda possui uma loja de presentes no Jardim Tarumã.
O sargento foi preso e encaminhado ao Presídio Militar Estadual, em Campo Grande. Ele passará por audiência de custódia na manhã deste domingo (6).
Ainda segundo apurado pela reportagem, nas últimas semanas, a Polícia Militar tem reforçado junto ao efetivo orientações relacionadas a casos de contrabando e descaminho envolvendo policiais. A medida ocorre diante de ocorrências em que integrantes da corporação são flagrados com produtos de origem irregular.
Em nota enviada à imprensa, a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) afirmou que não tolera desvios de conduta e que atua de forma rigorosa na fiscalização.
"A ação firme e imparcial das equipes reafirma a premissa de que a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul não tolera desvios de conduta e atua de forma intransigente na fiscalização", diz a corporação.
A PM informou ainda que, após as providências necessárias, o militar foi encaminhado ao Presídio Militar Estadual e que medidas disciplinares estão em andamento para apurar integralmente os fatos e verificar eventual responsabilidade.
A corporação também ressaltou que o caso será analisado dentro do devido processo legal e que a conduta atribuída ao policial não representa o trabalho desempenhado pelo efetivo da instituição.




