- mell280
05/09/2026 07h00
ENEM : estudar mais pode não significar aprender mais, alerta especialista
Na tentativa de garantir um bom desempenho no ENEM , muitos estudantes intensificam a rotina de preparação nas semanas que antecedem a prova. Mas aumentar as horas diante dos livros nem sempre significa aprender mais. Quando o excesso de estudos começa a comprometer o sono, a concentração e a memória, a estratégia pode produzir justamente o efeito contrário ao esperado.
Um estudo publicado na revista científica Current Biology ajuda a explicar os efeitos do esforço mental prolongado. Pesquisadores identificaram um aumento na concentração de glutamato, um neurotransmissor, no córtex pré-frontal lateral após períodos de trabalho cognitivo intenso. A região está envolvida no controle de funções cognitivas, e os resultados ajudam a compreender os mecanismos relacionados à fadiga mental após atividades que exigem esforço prolongado.
“Um dos primeiros sinais de que a rotina deixou de ser produtiva é quando o aluno estuda mais, mas aprende menos. Ele relê o mesmo conteúdo várias vezes, esquece o que acabou de estudar, perde a concentração e começa a demonstrar irritação ou desmotivação. Nesse momento, é preciso rever a rotina, e não simplesmente aumentar as horas de estudo”, afirma Rafael Galvão, Diretor Pedagógico do Ensino Médio da Rede Alfacem Global Academy.
Para quem precisa conciliar escola e preparação para o exame, a recomendação é começar pelo planejamento da vida real. Horário das aulas, deslocamento, alimentação, sono, atividades físicas e compromissos familiares devem entrar na conta antes de definir quanto tempo será destinado aos estudos. Metas possíveis, blocos de concentração, pequenas pausas e revisões periódicas tendem a ser mais eficientes do que longas jornadas sem intervalo.
Nesse processo, desenvolver autonomia também pode ajudar o estudante a identificar quais estratégias funcionam melhor para o próprio aprendizado. Na prática, isso significa observar o próprio rendimento, perceber quando a concentração começa a cair e adaptar a rotina, em vez de seguir aumentando o número de horas de estudo. Essa é uma abordagem trabalhada pelo Alfacem Global Academy dentro da competência “Aprender a Aprender”.
“O estudante precisa entender que não existe uma única forma de aprender ou uma quantidade de horas que funcione da mesma maneira para todos. É importante que ele consiga perceber quando está realmente assimilando o conteúdo e quando está apenas cumprindo uma quantidade de horas. Essa percepção ajuda a construir uma rotina mais eficiente e sustentável”, explica Galvão.
Outro ponto que costuma ser negligenciado é o sono. Ao dormir, o cérebro organiza informações e consolida memórias. Por isso, trocar horas de descanso por estudos pode prejudicar justamente habilidades importantes para o Enem, como atenção, raciocínio e capacidade de retenção.
“Dormir não é interromper os estudos; é parte deles. Um cérebro descansado consegue processar melhor as informações e recuperar a capacidade de concentração. O estudante precisa entender que descanso, atividade física e lazer não competem com a preparação: ajudam a sustentá-la”, explica o diretor.
A pressão também pode afetar a relação do estudante com a preparação. Pais e educadores podem contribuir ao acompanhar o processo, valorizar a evolução e ajudar o jovem a construir uma rotina possível de manter, em vez de concentrar a cobrança apenas nos resultados. O excesso de pressão pode alimentar ansiedade, medo de errar e a sensação permanente de que nunca é suficiente.
Alguns hábitos simples também podem aumentar o aproveitamento sem exigir mais horas de preparação, como deixar o celular longe durante os estudos, organizar o material antes de começar, estabelecer uma meta para cada sessão e revisar os conteúdos regularmente.
Na reta final, a preparação para o ENEM não precisa ocupar todo o dia. Mais importante do que estudar até a exaustão é chegar à prova com conhecimento, concentração e energia para colocá-los em prática.
Sobre o Alfacem Global Academy
O Alfacem Global Academy foi idealizada através do sonho de uma professora de História e tem uma filosofia educacional que impulsiona a percepção do aluno, fazendo-o refletir, questionar e principalmente transformar. A instituição aposta na diversificação metodológica para gerar o prazer da aprendizagem, seguida pelo desenvolvimento de múltiplas formas de aprender durante toda a vida, o que permite obter resultados em primeiro lugar nos últimos anos do ENEM em toda a rede e manter a taxa de 100% de aprovação das Provas de Proficiência de Cambridge. Saiba mais em: alfacem.com.br.




