- mell280
23/07/2026 12h12
Experimento mostra que manejo da fertilidade do solo reduz de 24 para 11 meses a recuperação de pastagens degradadas
Estudo conduzido no Tocantins utilizou solução da Massari Fértil e Morro Verde e registrou melhora dos indicadores de fertilidade do solo, antecipando o retorno da área ao pastejo
A recuperação de pastagens degradadas é uma das principais oportunidades para ampliar a produção pecuária brasileira de forma sustentável, sem necessidade de abertura de novas áreas. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cerca de 28 milhões de hectares de pastagens brasileiras apresentam algum grau de degradação, comprometendo a produtividade, a rentabilidade das propriedades e a sustentabilidade da atividade.
Nesse contexto, a Massari Fértil e Morro Verde conduziu um experimento em uma área de sistema silvipastoril localizada em Dueré (TO), que demonstrou que o manejo adequado da fertilidade do solo reduziu o período de recuperação da área de aproximadamente 24 para apenas 11 meses, acelerando o retorno ao pastejo e aumentando a eficiência do sistema produtivo.
O experimento foi realizado em um sistema silvipastoril, que integra eucalipto, pastagem e criação de bovinos em uma mesma área. Esse modelo proporciona benefícios ambientais e produtivos, como conforto térmico aos animais, conservação do solo, sequestro de carbono e incremento da produtividade, resultados que podem ser potencializados por um manejo eficiente da fertilidade.
Na área experimental, foi realizada a aplicação superficial de três toneladas por hectare do condicionador de solo DGMS+, solução desenvolvida pela Massari Fértil e Morro Verde para a correção e construção da fertilidade dos solos tropicais, baseada em fertilizantes minerais mistos (FMM), fertilizantes naturais reativos (FNR) e soluções minerais. Após 11 meses, a área já apresentava condições para retorno ao pastejo, reduzindo em quase 50% o tempo normalmente observado nesse processo.
Antes da intervenção, a análise química indicava um cenário típico de pastagem degradada. O solo apresentava pH de 4,5, baixos teores de fósforo, cálcio e magnésio, além da presença de alumínio tóxico, condição que limita o desenvolvimento radicular e reduz o aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.
Onze meses após a aplicação, uma nova avaliação revelou avanços expressivos nos indicadores de fertilidade. O pH aumentou para 5,4 tanto na camada de 0 a 20 centímetros quanto entre 20 e 40 centímetros de profundidade. O teor de fósforo disponível passou de 6 para 33 ppm na camada superficial e também apresentou incremento na subsuperfície, indicando maior distribuição do nutriente ao longo do perfil do solo.
A avaliação também registrou a eliminação do alumínio tóxico nas duas profundidades analisadas. Já a saturação por bases (V%), um dos principais indicadores da fertilidade do solo, evoluiu de 17% para 78% na camada superficial e atingiu 72% entre 20 e 40 centímetros.
Além da antecipação do retorno da área ao pastejo, a melhoria da fertilidade favorece maior produção de forragem, aumento da capacidade de suporte animal e maior estabilidade do sistema produtivo ao longo do ano, ampliando o potencial produtivo da propriedade.
"Recuperar a fertilidade do solo significa restabelecer a capacidade produtiva da pastagem. Quanto mais rapidamente isso ocorre, menor é o tempo de imobilização da área e maior o retorno econômico para o produtor", afirma Cláudio Monteiro, químico da Massari Fértil e Morro Verde.
Estimativas da Embrapa apontam que a recuperação de pastagens degradadas está entre as principais estratégias para ampliar a produção pecuária de forma sustentável. Ao elevar a fertilidade do solo e intensificar a produção em áreas já consolidadas, essas tecnologias contribuem para reduzir a necessidade de abertura de novas áreas, favorecendo uma agropecuária mais eficiente e de menor impacto ambiental.
Na avaliação de Monteiro, o experimento reforça o papel do manejo da fertilidade como um dos pilares para aumentar a eficiência dos sistemas integrados de produção.
"O sistema silvipastoril reúne importantes benefícios ambientais e produtivos. Quando associado a um manejo adequado da fertilidade do solo, é possível acelerar a recuperação das pastagens, elevar a produtividade e aumentar a estabilidade do sistema ao longo do tempo", destaca.
O experimento foi acompanhado tecnicamente pela engenheira florestal Ellen, responsável pelo monitoramento da área em Dueré (TO). Para a Massari Fértil e Morro Verde, os resultados reforçam o potencial das tecnologias voltadas à correção e construção da fertilidade dos solos tropicais para acelerar a recuperação de áreas degradadas e ampliar a produtividade da pecuária brasileira.
Principais resultados do experimento
- Redução do tempo de recuperação de aproximadamente 24 para 11 meses;
- Elevação do pH de 4,5 para 5,4;
- Aumento do fósforo disponível de 6 para 33 ppm;
- Eliminação do alumínio tóxico;
- Elevação da saturação por bases de 17% para 78% na camada superficial.
A Massari Fértil e a Morro Verde formam uma das maiores plataformas brasileiras integradas de mineração, beneficiamento e formulação de fertilizantes minerais mistos naturais para o agronegócio.
Com ativos minerais estratégicos, unidades industriais e operações logísticas em Minas Gerais e São Paulo, além de parcerias produtivas em diferentes regiões do país, a companhia opera uma cadeia verticalizada que abrange desde a extração mineral até a formulação de soluções para nutrição e correção de solos.
Comprometida com a sustentabilidade, a inovação e o fortalecimento da produção nacional de insumos agrícolas, a Massari Fértil e a Morro Verde contribuem para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados, ampliando a competitividade do agronegócio, a segurança alimentar e a soberania produtiva do país.


