- mell280
02/07/2026 11h03
Balsas SW ampliam previsibilidade logística para o agronegócio na Amazônia e ajudam produtores a cumprir janela de plantio
Com maior capacidade por viagem, proteção da carga e saídas diárias, modelo da Combitrans reduz gargalos no abastecimento de sementes e insumos em rotas que atendem o Norte do país
A Combitrans, operadora logística referência nacional no transporte fluvial e rodoviário com soluções sustentáveis e de alta eficiência, destaca as vantagens das balsas SW (Swimming Warehouse) para a cadeia do agronegócio. Na prática, o modelo de “armazém flutuante”, exclusivo da empresa, amplia a escala do transporte e reduz entraves operacionais, contribuindo para que fertilizantes, adubos e sementes cheguem dentro do calendário agrícola.
Isso é possível graças ao desenho das balsas SW, que combinam maior capacidade por viagem — até 3.400 toneladas, ou 126% mais carga do que balsas carreteiras convencionais, que transportam em média 1.500 toneladas — com uma operação desenvolvida para as demandas do agronegócio. O modelo dispensa o embarque do implemento rodoviário, reduzindo a ociosidade das carretas; conta com estrutura coberta e protegida, que preserva insumos sensíveis à umidade, como sementes; e sustenta a pontualidade com saídas diárias e calado menor, favorecendo a regularidade do transporte mesmo em períodos de seca.
“A SW amplia a capacidade do transporte fluvial e traz previsibilidade para o abastecimento. Isso significa planejamento na ponta: o cliente sabe quando a carga embarca, qual o prazo de chegada e como será a entrega. E, ao dispensar o embarque do implemento rodoviário, evitamos que a carreta fique imobilizada por até 10 dias na travessia, o que aumenta a produtividade em terra e melhora o custo total da operação”, diz José Clevison, diretor comercial da Combitrans.
Previsibilidade na operação
A Combitrans é a única operadora logística na capital do Amazonas com saídas diárias, sustentando a pontualidade e previsibilidade, dois dos grandes diferenciais da operação — especialmente em rotas em que atrasos podem comprometer o abastecimento e o calendário do campo. Além disso, o calado menor das balsas SW contribui para manter a regularidade do serviço mesmo em períodos de baixa dos rios, enquanto o monitoramento contínuo dos níveis permite antecipar cenários e orientar clientes sobre o melhor momento para expedir mercadorias.
“Roraima é um exemplo prático da importância da previsibilidade. A região possui um regime de chuvas mais curto e atrasos podem comprometer a janela de plantio. Antes do nosso serviço, as sementes chegavam fora do prazo e, em alguns casos, eram perdidas; hoje, com uma operação integrada, a carga pode sair de São Luís (MA), embarcar no modal fluvial e chegar a Manaus no prazo, permitindo que o produtor mantenha o cronograma de plantio”, explica.
A Combitrans também realiza o monitoramento dos níveis para antecipar períodos de baixa e orientar clientes sobre o melhor momento para expedir mercadorias. Durante a última seca histórica na região, em 2023 e 2024, empresa foi a única a manter a operação ativa, preservando a continuidade logística e evitando impactos na cadeia de suprimentos de seus clientes.
“Em algumas regiões, a janela abre quando o rio ainda está baixo, mas o plantio precisa ocorrer antes do período de chuvas, que é justamente o que eleva o nível das águas. Em outras palavras, não é possível “esperar o rio subir”, porque, quando isso acontece, a lavoura já deveria estar instalada para aproveitar o regime de chuva”, explica o diretor comercial da Combitrans.
As balsas SW da Combitrans são batizadas com nomes de portos famosos do mundo, como Oslo (acima) e Melbourne. Imagem: Combitrans/divulgação.
Proteção da carga evita umidade em insumos sensíveis
No agronegócio, parte dos itens transportados exige cuidados específicos de acondicionamento e proteção. Sementes, por exemplo, não podem ser expostas à umidade, sob risco de mofar ou até germinar durante a viagem, o que compromete a qualidade e pode gerar perdas para o produtor e para a cadeia de distribuição.
Nesse contexto, a Combitrans destaca a vantagem da SW por operar como um “armazém flutuante” coberto e lacrado, criando uma camada adicional de proteção contra água, respingos e variações climáticas ao longo do trajeto. A estrutura contribui para preservar a integridade de cargas sensíveis, especialmente em rotas longas e em períodos de maior demanda, como o pré-plantio.
“Nas balsas carreteiras convencionais, mesmo quando a carga segue coberta, a operação pode ficar mais suscetível a molhamento devido ao impacto de ondas e ao deslocamento sobre o rio. Para insumos agrícolas, essa diferença de proteção e vedação pode ser determinante para garantir que o produto chegue em condições adequadas para uso no campo”, complementa José Clevison.
Interior de uma das balsas SW com produtos agrícolas. Imagem: Combitrans/divulgação.
Eficiência e sustentabilidade
Com capacidade de 3.400 toneladas, as SW foram projetadas para otimizar o aproveitamento interno da carga e reduzir gargalos do modelo tradicional, ao dispensar o transporte do implemento rodoviário na etapa fluvial. Na prática, esse desenho permite que a carreta siga seu fluxo rodoviário em outras demandas, aumentando a eficiência logística do parceiro ou cliente, enquanto a carga cruza os rios com mais eficiência, contribuindo para competitividade logística e para um potencial de até 50% menos emissão de carbono pela verticalização de carga, atividade possibilitada pela armazenagem da SW, que permite levar o dobro de cargas em um mesmo espaço.
Nesse mesmo compromisso com uma operação mais eficiente e responsável, todas as balsas da empresa contam com placas solares, iniciativa que contribui para reduzir consumo energético a bordo e apoiar práticas de menor impacto ambiental. A companhia também mantém um programa contínuo de inovação e engenharia voltado ao aprimoramento da frota, com estudos e desenvolvimento de embarcações mais aerodinâmicas e hidrodinâmicas, buscando ganhos de desempenho, estabilidade e eficiência no deslocamento.
“A combinação de capacidade, calado baixo e rotina operacional planejada aumentam a robustez do serviço ao mesmo tempo em que protegem o ecossistema e todos inseridos nele. Nosso compromisso é seguir evoluindo o transporte fluvial na Amazônia para entregar competitividade aos clientes e manter a continuidade das cadeias de abastecimento, mesmo em cenários desafiadores”, conclui o diretor da Combitrans.



