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Fiscalização do MAPA assegura qualidade da produção de asininos para o mercado internacional


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  • mell280

01/07/2026 08h00

Fiscalização do MAPA assegura qualidade da produção de asininos para o mercado internacional

Larissa Vieira


Controle sanitário contribui para que proteínas animais brasileiras ganhem espaço em outros países

 

 

 

O cumprimento rigoroso das exigências documentais e sanitárias tem sido o propulsor para estruturação e avanço da cadeia pecuária dos asininos. No centro dessa engrenagem regulatória está o Serviço de Inspeção Federal (SIF), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que assegura a qualidade dos produtos de origem animal.

Atualmente, nenhum animal é abatido em estabelecimentos sob a chancela do SIF sem que atenda integralmente às condições documentais e sanitárias exigidas pela legislação vigente, em conformidade com o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA).

Uma delas é a obrigatoriedade da Guia de Trânsito Animal (GTA). Todos os lotes que chegam aos estabelecimentos habilitados são acompanhados do documento, emitido pelo órgão de defesa sanitária do estado de origem. “A GTA vincula formalmente uma propriedade cadastrada ao frigorífico de destino. Sem este documento, o desembarque da carga é terminantemente proibido”, diz o zootecnista Alex Bastos. Segundo ele, outra exigência é a Ficha de Informação sobre a distância percorrida e tempo de viagem, obedecendo os limites estipulados de fornecimento de água e alimento estabelecidos pelas legislações de Bem-estar Animal.

 

Triagem rígida na chegada ao frigorífico

Assim que os animais desembarcam com a documentação regularizada, a responsabilidade técnica passa para a equipe local do SIF, composta por auditores fiscais federais agropecuários e médicos-veterinários, que dão início à chamada inspeção ante-mortem.

Nesta etapa, os animais passam por exames visuais, clínicos e comportamentais detalhados nos currais de chegada e descanso. O objetivo é identificar precocemente quaisquer sinais de doenças infectocontagiosas, lesões decorrentes do transporte ou suspeitas de zoonoses. Paralelamente, ocorre o confronto minucioso de dados: qualquer divergência encontrada entre a quantidade ou a descrição dos asininos na GTA e o lote físico resulta na retenção imediata dos exemplares para investigação, impedindo o abate.

Mercado externo

De acordo com o zootecnista, o rigor documental e sanitário exigido pelo SIF é o que valida o produto final para o mercado, combatendo o comércio ilegal e assegurando a sanidade pública. “Este nível de controle é o que confere uma das maiores credibilidade mundiais às proteínas animais brasileiras no comércio internacional, onde a demanda por derivados de equídeos é estabelecida e regrada através de protocolos de acordos internacionais, onde o país destino estabelece suas condições para acessar o seu mercado”, explica.

Além do aspecto burocrático, o monitoramento oficial garante que todo o fluxo respeite estritamente as normas de Bem-Estar Animal (BEA), desde as condições de embarque na fazenda até o momento da insensibilização no frigorífico. “Todas essas práticas aplicadas no processo de abate reforçam que a asininocultura regulamentada opera sob os mesmos padrões de excelência técnica aplicados a cadeias extremamente consolidadas e validadas internacionalmente como a de bovinos, suínos e aves”, conclui Bastos.

 
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