16/06/2026 11h48
Parcelamento fora do cartão cresce no Brasil e muda estratégia de vendas digitais
Com limite pressionado no crédito tradicional, empresas ampliam conversão com formatos alternativos, mas enfrentam novos desafios de risco e sustentabilidade financeira
O avanço de meios alternativos de pagamento no Brasil tem reconfigurado a dinâmica de vendas no comércio digital, especialmente em segmentos de maior ticket médio, como cursos, mentorias e infoprodutos. Enquanto o Pix consolidou sua liderança entre os meios de pagamento no país, empresas do setor passaram a apostar em formatos de parcelamento fora do sistema tradicional de cartões para não perder consumidores com restrição de limite ou aversão ao crédito rotativo. Entre essas alternativas, o boleto parcelado segue como uma das ferramentas mais utilizadas nesse mercado, justamente por permitir compras parceladas sem comprometer o limite do cartão de crédito.
Reinaldo Boesso, especialista financeiro, CEO e cofundador da TMB, afirma que a mudança reflete uma adaptação prática ao comportamento do consumidor brasileiro. “Existe demanda, existe intenção de compra, mas muitas vezes a transação não acontece porque o cliente não quer comprometer o cartão ou simplesmente não tem limite disponível. Por isso, soluções como boleto parcelado e estruturas híbridas com Pix ganharam força, mas isso exige inteligência de crédito e controle rigoroso de risco”, diz.
Dados divulgados pelo Banco Central em abril de 2026 mostram que o Pix respondeu por 54,7% de todas as transações de pagamento realizadas no segundo semestre de 2025, consolidando sua liderança entre os meios de pagamento no país, com 42,9 bilhões de operações no período. Ao mesmo tempo, os cartões seguem com peso relevante: juntos, crédito, débito e pré pago responderam por 30,4% das transações, somando 23,8 bilhões de operações, enquanto o número de cartões de crédito ativos chegou a 253,8 milhões no fim do período. Isso mostra que a mudança no comportamento do consumidor não elimina o crédito tradicional, mas amplia a disputa por formatos mais flexíveis de pagamento.
Crédito tradicional perde espaço em parte das vendas digitais
Na prática, o crescimento do parcelamento sem cartão vem sendo impulsionado por empresas que operam modelos inspirados no buy now, pay later, adaptados à realidade brasileira, com destaque para o boleto parcelado e, em alguns casos, combinações com Pix como alternativa operacional. A lógica amplia a conversão, mas transfere para a operação a responsabilidade de análise de crédito, cobrança, prevenção a fraudes e previsibilidade de caixa.
Segundo Boesso, a discussão deixou de ser apenas comercial. “Não se trata mais de oferecer mais uma forma de pagamento. Estamos falando de infraestrutura financeira. Se a operação não tiver tecnologia, régua de cobrança, leitura de comportamento e mecanismos antifraude, a conversão extra pode virar inadimplência estrutural.”
A mudança também acompanha o amadurecimento da economia digital. A pesquisa sobre meios de pagamento do Banco Central, publicada no fim de 2024, apontou que 76,4% da população brasileira já utilizava Pix, confirmando a rápida digitalização da jornada financeira do consumidor . Para empresas digitais, isso significa lidar com um público mais habituado à flexibilidade, mas menos disposto a aceitar barreiras tradicionais de crédito.
Escalar conversão exige estrutura financeira robusta
No segmento de educação digital, essa mudança é ainda mais visível. Produtos com ticket elevado frequentemente esbarram em limitações práticas do consumidor. “Muita gente quer comprar um curso, uma formação ou uma mentoria, mas prefere preservar o limite para emergências ou já está comprometida com outras despesas. Nesses casos, o boleto parcelado costuma ser uma alternativa mais aderente ao comportamento desse consumidor, enquanto o Pix pode complementar a jornada em determinadas operações. O parcelamento fora do cartão amplia acesso, desde que feito com critério técnico”, afirma o executivo.
O especialista avalia que o debate regulatório sobre novos formatos de crédito para o consumo digital deve ganhar força à medida que o setor cresce. “Toda inovação financeira precisa de entendimento técnico. Se o mercado for tratado apenas pela ótica do risco, sem compreender como essas operações funcionam, o resultado pode ser sufocar soluções legítimas que ampliam acesso e movimentam a economia digital.”
A tendência, segundo ele, é de consolidação de um modelo híbrido, em que boleto parcelado, Pix, cartão e outras estruturas alternativas coexistam de acordo com o perfil da operação e do consumidor. “Nos próximos anos, empresas que conseguirem equilibrar acesso ao consumo, controle de risco e previsibilidade financeira devem sair na frente no mercado digital.”
Sobre Reinaldo Boesso
É co-fundador e CEO da TMB, e formado em Análise de Sistemas. Possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos e também é especialista financeiro, liderando times de M&A em fundos de investimento.
Para mais informações, visite o Instagram ou o linkedin.
Sugestão de fonte: clique aqui
Sobre a TMB
A TMB é uma fintech especializada em soluções de parcelamento via boleto e Pix, desenvolvida para infoprodutores que desejam escalar seus resultados com estrutura, segurança e inteligência financeira.
Com foco na ampliação do faturamento dos seus clientes, a empresa oferece um ecossistema de serviços financeiros que vai além do check-out. A TMB conta com uma equipe própria de cobrança, altamente especializada, que acompanha toda a jornada de pagamento e trabalha ativamente para garantir o recebimento e a recuperação de valores, com mais eficiência e previsibilidade.
Ao viabilizar novas formas de pagamento, os parceiros da TMB conseguem ampliar o acesso aos seus produtos, aumentar a conversão e expandir seu público-alvo sem abrir mão do controle financeiro.
Mais do que uma facilitadora de pagamentos, a TMB se posiciona como uma parceira estratégica para os infoprodutores que desejam crescer de forma sustentável no mercado digital.
Para mais informações, acesse o site, instagram pelo @oficial.tmb ou o linkedin.
Fonte de pesquisa
Banco Central do Brasil — Pix e estatísticas dos meios de pagamento (dado principal usado no texto)
https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/21079/nota
Banco Central do Brasil — Estatísticas Pix
https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix
Banco Central do Brasil — Estatísticas oficiais do sistema de pagamentos

Parcelamento fora do cartão cresce no Brasil e muda estratégia de vendas digitais
Com limite pressionado no crédito tradicional, empresas ampliam conversão com formatos alternativos, mas enfrentam novos desafios de risco e sustentabilidade financeira
O avanço de meios alternativos de pagamento no Brasil tem reconfigurado a dinâmica de vendas no comércio digital, especialmente em segmentos de maior ticket médio, como cursos, mentorias e infoprodutos. Enquanto o Pix consolidou sua liderança entre os meios de pagamento no país, empresas do setor passaram a apostar em formatos de parcelamento fora do sistema tradicional de cartões para não perder consumidores com restrição de limite ou aversão ao crédito rotativo. Entre essas alternativas, o boleto parcelado segue como uma das ferramentas mais utilizadas nesse mercado, justamente por permitir compras parceladas sem comprometer o limite do cartão de crédito.
Reinaldo Boesso, especialista financeiro, CEO e cofundador da TMB, afirma que a mudança reflete uma adaptação prática ao comportamento do consumidor brasileiro. “Existe demanda, existe intenção de compra, mas muitas vezes a transação não acontece porque o cliente não quer comprometer o cartão ou simplesmente não tem limite disponível. Por isso, soluções como boleto parcelado e estruturas híbridas com Pix ganharam força, mas isso exige inteligência de crédito e controle rigoroso de risco”, diz.
Dados divulgados pelo Banco Central em abril de 2026 mostram que o Pix respondeu por 54,7% de todas as transações de pagamento realizadas no segundo semestre de 2025, consolidando sua liderança entre os meios de pagamento no país, com 42,9 bilhões de operações no período. Ao mesmo tempo, os cartões seguem com peso relevante: juntos, crédito, débito e pré pago responderam por 30,4% das transações, somando 23,8 bilhões de operações, enquanto o número de cartões de crédito ativos chegou a 253,8 milhões no fim do período. Isso mostra que a mudança no comportamento do consumidor não elimina o crédito tradicional, mas amplia a disputa por formatos mais flexíveis de pagamento.
Crédito tradicional perde espaço em parte das vendas digitais
Na prática, o crescimento do parcelamento sem cartão vem sendo impulsionado por empresas que operam modelos inspirados no buy now, pay later, adaptados à realidade brasileira, com destaque para o boleto parcelado e, em alguns casos, combinações com Pix como alternativa operacional. A lógica amplia a conversão, mas transfere para a operação a responsabilidade de análise de crédito, cobrança, prevenção a fraudes e previsibilidade de caixa.
Segundo Boesso, a discussão deixou de ser apenas comercial. “Não se trata mais de oferecer mais uma forma de pagamento. Estamos falando de infraestrutura financeira. Se a operação não tiver tecnologia, régua de cobrança, leitura de comportamento e mecanismos antifraude, a conversão extra pode virar inadimplência estrutural.”
A mudança também acompanha o amadurecimento da economia digital. A pesquisa sobre meios de pagamento do Banco Central, publicada no fim de 2024, apontou que 76,4% da população brasileira já utilizava Pix, confirmando a rápida digitalização da jornada financeira do consumidor . Para empresas digitais, isso significa lidar com um público mais habituado à flexibilidade, mas menos disposto a aceitar barreiras tradicionais de crédito.
Escalar conversão exige estrutura financeira robusta
No segmento de educação digital, essa mudança é ainda mais visível. Produtos com ticket elevado frequentemente esbarram em limitações práticas do consumidor. “Muita gente quer comprar um curso, uma formação ou uma mentoria, mas prefere preservar o limite para emergências ou já está comprometida com outras despesas. Nesses casos, o boleto parcelado costuma ser uma alternativa mais aderente ao comportamento desse consumidor, enquanto o Pix pode complementar a jornada em determinadas operações. O parcelamento fora do cartão amplia acesso, desde que feito com critério técnico”, afirma o executivo.
O especialista avalia que o debate regulatório sobre novos formatos de crédito para o consumo digital deve ganhar força à medida que o setor cresce. “Toda inovação financeira precisa de entendimento técnico. Se o mercado for tratado apenas pela ótica do risco, sem compreender como essas operações funcionam, o resultado pode ser sufocar soluções legítimas que ampliam acesso e movimentam a economia digital.”
A tendência, segundo ele, é de consolidação de um modelo híbrido, em que boleto parcelado, Pix, cartão e outras estruturas alternativas coexistam de acordo com o perfil da operação e do consumidor. “Nos próximos anos, empresas que conseguirem equilibrar acesso ao consumo, controle de risco e previsibilidade financeira devem sair na frente no mercado digital.”
Sobre Reinaldo Boesso
É co-fundador e CEO da TMB, e formado em Análise de Sistemas. Possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos e também é especialista financeiro, liderando times de M&A em fundos de investimento.
Para mais informações, visite o Instagram ou o linkedin.
Sugestão de fonte: clique aqui
Sobre a TMB
A TMB é uma fintech especializada em soluções de parcelamento via boleto e Pix, desenvolvida para infoprodutores que desejam escalar seus resultados com estrutura, segurança e inteligência financeira.
Com foco na ampliação do faturamento dos seus clientes, a empresa oferece um ecossistema de serviços financeiros que vai além do check-out. A TMB conta com uma equipe própria de cobrança, altamente especializada, que acompanha toda a jornada de pagamento e trabalha ativamente para garantir o recebimento e a recuperação de valores, com mais eficiência e previsibilidade.
Ao viabilizar novas formas de pagamento, os parceiros da TMB conseguem ampliar o acesso aos seus produtos, aumentar a conversão e expandir seu público-alvo sem abrir mão do controle financeiro.
Mais do que uma facilitadora de pagamentos, a TMB se posiciona como uma parceira estratégica para os infoprodutores que desejam crescer de forma sustentável no mercado digital.
Para mais informações, acesse o site, instagram pelo @oficial.tmb ou o linkedin.
Fonte de pesquisa
Banco Central do Brasil — Pix e estatísticas dos meios de pagamento (dado principal usado no texto)
https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/21079/nota
Banco Central do Brasil — Estatísticas Pix
https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix
Banco Central do Brasil — Estatísticas oficiais do sistema de pagamentos




