- mell280
10/06/2026 12h24
Polícia Civil elucida homicídio em Maracaju, apreende veículo usado no crime e prende um dos autores
A Polícia Civil de Maracaju, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG), esclareceu o homicídio de Thalis Eduardo Assis de Souza, ocorrido no último domingo (7), e identificou os envolvidos na execução. A investigação resultou na apreensão do veículo utilizado no crime, na prisão de um dos autores e na apreensão de munições de calibre restrito.
De acordo com a Polícia Civil, as diligências começaram imediatamente após o homicídio registrado na Rua Ipê Branco, no Bairro Olídia Rocha. No local, os investigadores realizaram os primeiros levantamentos, acionaram a perícia criminal e obtiveram imagens de câmeras de segurança que foram fundamentais para identificar a dinâmica da ação e a rota de fuga dos suspeitos.
As investigações apontaram que os autores utilizaram um veículo GM Corsa vermelho para deixar o local após o crime. Com o compartilhamento de informações entre a Polícia Civil, o 15º Batalhão da Polícia Militar e o Batalhão de Choque, os suspeitos foram identificados como W.M.C. e M.E.A., ambos moradores de Sidrolândia.
Segundo a polícia, os dois seriam integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Na noite de segunda-feira (8), investigadores localizaram o veículo abandonado na Rua Doutor Hilário, em Maracaju. Dentro do automóvel foi encontrada uma mochila contendo seis munições intactas de calibre 9 milímetros, de uso restrito.
Com base nas informações levantadas pelo SIG, equipes do Batalhão de Choque localizaram os suspeitos em Sidrolândia. Durante a abordagem, M.E.A. teria reagido à ação policial efetuando disparos contra os militares. Houve confronto e o suspeito foi atingido, não resistindo aos ferimentos. Já W.M.C. foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Maracaju.
Conforme divulgado pela Polícia Civil, durante entrevista informal, o preso confessou participação no homicídio. Ele relatou que a dupla teria ido a Maracaju com a missão de executar integrantes de uma facção rival, o Comando Vermelho, mas que o assassinato de Thalis Eduardo ocorreu após um desentendimento.
Após a prisão, os investigadores realizaram diligências com o suspeito e identificaram os locais onde roupas utilizadas no crime foram descartadas, nas proximidades do Rio Cachoeira, além do ponto onde o veículo havia sido inicialmente escondido em uma lavoura de milho.
As investigações também apontam a existência de uma rede de apoio logístico para a execução do crime. Entre os envolvidos estaria uma mulher suspeita de fornecer as armas utilizadas na ação, que também foi presa. Outros participantes que teriam auxiliado na logística e na tentativa de ocultação do crime seguem sendo investigados.
Todos os elementos reunidos durante a investigação, incluindo depoimentos, imagens, apreensões e demais provas materiais, foram incorporados ao inquérito policial. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar e responsabilizar outros possíveis envolvidos no caso.
A instituição reforçou ainda que a população pode colaborar com informações por meio do canal de denúncias da Delegacia de Polícia Civil de Maracaju pelo WhatsApp (67) 99663-3977, com garantia de sigilo absoluto do denunciante.


