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Aumento produtivo de semente de pastagem pode chegar a 20%


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25/04/2026 12h28

Aumento produtivo de semente de pastagem pode chegar a 20%

assessoria


 

 

Possibilidade é alimentada por sequência de estudos em um dos principais centros de pesquisa deste segmento no Brasil

 

Experimento com Urochloa brizantha (braquiária), variedade Piatã (Foto: Homéro Ferreira)

Experimento científico trabalha com a utilização de regulador de crescimento como redutor do tamanho de entrenós no perfilho para otimizar a entrada de luz no dossel inferior da planta, visando aumento produtivo de semente de pastagem que pode chegar a 20%.

Em síntese: mais luz para potencializar maior qualidade de perfilhos (ramos laterais) no estágio reprodutivo, igual a mais sementes. É o que está sendo buscado na 3ª fase de pesquisas com capim-braquiária, em trabalho experimental.

A 1ª fase esteve voltada para ajustar as doses do produto regulador, em pesquisa para mestrado em agronomia. A 2ª para analisar os cultivares que respondiam aos produtos, em pesquisa para elaboração de trabalho de conclusão de curso.

Na 3ª é verificada a interação da aplicação do produto em diferentes épocas de plantio. Já na 1ª fase os melhores ajustes das doses representaram aumento produtivo de sementes com variação de 15% a 20%; esperando agora confirmar até 20%.

A colheita das sementes está prevista para junho. Por hectare são produzidos de 500 kg a 1.000 kg de semente pura (quantidade coletada), embora a volume possa passar de 3.000 kg e chegar a 4.000 kg.

Este experimento sobre o efeito da aplicação de trinexapac-etil e época de semeadora sobre o desenvolvimento da planta e produtividade de sementes de Urochloa brizantha (braquiária) variedade Piatã; com semeaduras em novembro, dezembro e janeiro.

Outro experimento, em área próxima, é sobre marcha de absorção de nutrientes em Urochloa brizantha variedade Marandu cultivada para produção de sementes em razão da adubação nitrogenada.

São produções científicas desenvolvidas em campo experimental no campus 2 da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente (SP), um dos principais centros de pesquisa deste segmento no Brasil.

Forte impacto no agronegócio

Produções que envolvem professores pesquisadores e alunos da graduação (presencial e semipresencial) e pós-graduação em Agronomia que oferta especializações, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Realizações que dentro do contexto do oeste do estado contribui com o desenvolvimento socioeconômico com forte impacto do agronegócio, região que concentra o maior rebanho bovino do estado de São Paulo: 1,7 milhão de cabeças.

Região que possui grandes produtores de sementes forrageiras tropicais e empresas que abastecem o mercado nacional e internacional, contribuindo para o Brasil se manter como o maior produtor mundial de sementes.

Os experimentos científicos são conduzidos com a orientação Dr. Tiago Aranda Catuchi, com Dra. Ceci Castilho Custódio contribuindo em ambos e na variedade Marandu também tem a contribuição do Dr. Carlos Henrique dos Santos. 

Alunos envolvidos: Arthur Reverte Redivo, de Santo Anastácio (SP), Cristian Almerindo Freitas Jacques, de Bonito (MS), Lucas Almeida, de Tarabai (SP), Lucas Marino Rosa, de Álvares Machado (SP).

Têm ainda dois alunos que são de Taciba (SP), Marcos Henrique da Silva e João Henrique Custódio; e de Piquerobi (SP), Carlos Vitor Sales. Esse caráter regional e interestadual é frequente neste centro de pesquisa em produção de sementes forrageiras tropicais.

Conforme o diretor da Faculdade de Ciências Agrárias e coordenador dos cursos de Agronomia presencial e semipresencial, Dr. Carlos Sérgio Tiritan, o professor Tiago é um dos pesquisadores mais conhecido no manejo dessa área de produção.

Contribuição em nível nacional

Além dos trabalhos experimentais no campus 2, são realizados outros na Fazenda Experimental da Unoeste, em Presidente Bernardes (SP); e em diversas propriedades que produzem sementes no Brasil.

O Dr. Tiritan cita também o estreito relacionamento com empresas que produzem e comercializam sementes de forrageiras tropicais; vinculado ao estímulo da formação de novos profissionais da área de sementes forrageiras.

O coordenador do Programa de Pós-graduação em Agronomia (PPGA), Dr. Edgard Henrique Costa Silva destaca a missão de contribuir com o desenvolvimento regional, direcionando esforços para a geração de conhecimento e soluções.

Aquisições de competências e habilidades que têm sido aplicadas aos principais desafios da produção agropecuária do oeste paulista, região consolidada como polo estratégico do setor.

“O oeste paulista abriga algumas das principais empresas produtoras de sementes de forrageiras tropicais do país, o que fortalece a integração entre universidade, pesquisa e setor produtivo”, comenta o coordenador.

Como parceira da Associação Nacional dos Produtores de Sementes de Gramíneas e Leguminosas Forrageiras (Anprosem), a Unoeste sediou as duas últimas edições do Simpósio sobre produção, qualidade e uso de sementes forrageiras.

Na 4ª edição, no ano passado, dentre os participantes internacionais esteve o pesquisador mexicano Armando Peralta Martinez, autor de 56 livros e 128 artigos científicos sobre forrageiras tropicais e impactos das mudanças climáticas na agricultura.

Conforme fala recorrente do pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, Dr. Adilson Eduardo Guelfi, a Unoeste tem em sua missão forte compromisso com o desenvolvimento regional, no entorno de seus campi de Presidente Prudente, Jaú e Guarujá.



 


Experimento com Urochloa brizantha (braquiária), variedade Piatã
Homéro Ferreira
 
 




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