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Vencedores de meia maratona já projetam preparação para a São Silvestre


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13/04/2026 05h27

Vencedores de meia maratona já projetam preparação para a São Silvestre

Prova que homenageia atleta paralímpico tem percurso com subidas e revela histórias de superação na Capital

Por Ketlen Gomes e Izabela Cavalcanti


 A Meia Maratona Cidade Morena Yeltsin Jacques 2026 já tem seus vencedores. A prova que reuniu cerca de dois mil atletas na manhã deste domingo (12), em Campo Grande, teve como primeiro colocado nos 21 km masculino o balanceiro Jackson Marlon, de 35 anos, e a professora Adriely Barbosa, de 37 anos.

 
 
O evento contou também com a prova de cinco km, e a largada para os percursos começou a partir das 5h35, na Esplanada Ferroviária. O percurso percorreu a região Centro-Sul da Capital, passando por pontos como Maria Fumaça, Relógio da Calógeras, Lago do Amor, Praça do Preto Velho, Rua 14 de Julho e Estádio Morenão.
 
Os atletas consideraram o percurso desafiador, com muitas subidas e trechos de vento, o que exigiu resistência dos corredores. Apesar das dificuldades, atletas destacaram o clima de superação e a importância da prova, que homenageia o atleta paralímpico Yeltsin Jacques.
 
Os vencedores da meia maratona (21 km) no masculino e feminino garantiram, além de outros prêmios, vaga na Corrida Internacional de São Silvestre, que ocorre no dia 31 de dezembro, em São Paulo. A premiação inclui ainda transporte, hospedagem e alimentação para a participação na prova.
Vencedores de meia maratona já projetam preparação para a São Silvestre
 
Atleta de Rochedo, Jackson começou a correr por saúde e vai se preparar para a São Silvestre. (Foto: Osmar Veiga)
Morador de Rochedo, Jackson completou o percurso em 1h19, cruzando a linha de chegada às 6h53. Ele contou que começou a correr por saúde, mas passou a levar o esporte mais a sério ao perceber evolução. “Eu comecei por saúde, vi que tinha potencial e comecei a treinar com mais frequência. O percurso foi bem variado, com bastante subida e descida, e o vento atrapalhou um pouco”, relatou. Sobre a vitória, comemorou: “Fiquei feliz em ter sido o primeiro, a gente se empenha para isso. Agora vou começar a me preparar”.
 
Já Adriely, professora, concluiu a prova em 1h32, chegando por volta das 7h12. Corredora há cinco anos, ela destacou a transformação proporcionada pelo esporte. “Eu era um pouco acima do peso, entrei no mundo da depressão e a corrida me tirou de lá. Comecei caminhando e fui evoluindo”, disse. Segundo ela, a prova exigiu esforço extra. “O percurso foi desafiador, com muita subida”. Com a vaga garantida, ela já projeta o próximo desafio: “Com certeza vou para a São Silvestre. Até lá tenho algumas provas-alvo, depois foco total”.
 
Além dos vencedores, a prova reuniu histórias de superação. O engenheiro agrônomo Claudemir Azevedo, 32 anos, emocionou-se ao cruzar a linha de chegada, ajoelhando-se e beijando um terço e uma pulseira de Nossa Senhora. “Comecei a correr depois de uma fase ruim, uma depressão leve. A corrida ajudou a ocupar a cabeça e deu certo. Sempre peço saúde e força”, afirmou.
 
 
Vencedora da meia maratona feminina, Adriely vai treinar para São Silvestre a partir de outubro. (Foto: Osmar Veiga)
A professora Nayara Vieira, 30 anos, completou sua primeira meia maratona e classificou o percurso como exigente. “Corro há um ano, comecei em grupo. O trajeto foi gostoso, mas bem desafiador, com muita subida. Sofri bastante, fiz muita força”, contou.
 
Veterano nas corridas, o pintor Dercy Gonçalves, 69 anos, pratica a modalidade há 25 anos e destacou os benefícios à saúde. “Eu jogava futebol, quebrei a perna e parei. Fui assistir uma corrida e decidi começar. Nunca mais parei. Melhorou tudo: pressão, triglicerídeo, peso”, disse. Sobre a prova, reforçou a dificuldade. “Foi puxado, principalmente no trecho do Morenão, que é longo e com subida”.
 
O idealizador da competição, atleta paralímpico Yeltsin Jacques, comentou que a ideia era justamente que o percurso da prova mostrasse mais do centro de Campo Grande, cidade onde ele nasceu e cresceu.
 
"É uma prova única, muito bonita, o percurso todo mundo elogia muito, é muito diferente. Um percurso duro, acho que a única parte que o pessoal reclama é que é duro, tem muita subida, não é fácil, mas ele mostra como é correr em Campo Grande, quando eu dei os meus primeiros passos", destaca.
Vencedores de meia maratona já projetam preparação para a São Silvestre
 
Atleta paralímpico e idealizador da prova, Yeltsin Jacques, comenta sobre o percurso. (Foto: Osmar Veiga)
Além da inscrição para a São Silvestre, os participantes concorreram a prêmios como smart TV de 55 polegadas, bicicleta, relógios Garmin e outros brindes. A competição também contou com categorias por faixa etária e divisões PcD (pessoas com deficiência), seguindo normas do Comitê Paralímpico Brasileiro.
 
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