- mell280
05/01/2026 09h30
Dólar abre em leve alta e ouro segue como ativo de segurança em meio à prisão de Nicolás Maduro e cautela global
Boletim sobre o câmbio — Mauriciano Cavalcante – Economista de Câmbio da Ourominas
O dólar abriu hoje cotado a R$ 5,43, apresentando leve alta, após forte queda no primeiro pregão de 2026. Refletindo correção de risco e menor liquidez típica do início do ano.
O mercado opera em clima de cautela, intensificado pela notícia da prisão de Nicolás Maduro, que trouxe apreensão adicional aos investidores e reforçou a busca por ativos de proteção. O fluxo cambial segue moderado, sem grandes movimentos de entrada ou saída, em linha com o baixo volume de negócios observado após o feriado.
Na agenda doméstica, os agentes monitoram os primeiros sinais da política fiscal do governo e os indicadores de inflação previstos para esta semana. O IPCA e dados de atividade devem balizar expectativas sobre os próximos passos do Banco Central, que mantém postura vigilante diante das pressões inflacionárias.
No cenário internacional, o dólar é influenciado pela expectativa em torno da política monetária dos Estados Unidos. O mercado acompanha os discursos de dirigentes do Federal Reserve e os dados de emprego e atividade, que podem redefinir apostas sobre o ritmo de cortes de juros em 2026.
A combinação de agenda carregada, tensões geopolíticas e liquidez reduzida reforça o tom de prudência entre os agentes financeiros.
Boletim sobre o ouro — Mauriciano Cavalcante – Economista de ouro da Ourominas
O ouro abriu o pregão desta segunda-feira cotado a cerca de R$ 770 por grama, apresentando alta em relação ao fechamento anterior. A onça troy do metal, referência internacional de 31,1035 g, está negociada em torno de US$ 4.431 por onça no mercado global, refletindo os fluxos de negociação em Nova York e Londres no início da sessão desta segunda-feira.
O mercado opera refletindo a busca por proteção diante das incertezas globais, nesse sentido, o ouro segue como ativo de segurança, especialmente em momentos de volatilidade cambial e geopolítica. Diante do cenário internacional, o ouro passou a refletir não apenas as expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos, mas também o aumento da aversão ao risco provocado pela crise política na Venezuela, após a detenção do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas. O mercado observa atentamente os discursos de dirigentes do Federal Reserve e a divulgação de dados de emprego e atividade, que podem alterar as apostas sobre cortes de juros em 2026, ao mesmo tempo em que cresce a busca por ativos de proteção diante do ambiente geopolítico mais instável.
Juros mais baixos tendem a favorecer o ouro, por reduzir o custo de oportunidade de carregar o metal. Além disso, tensões geopolíticas e oscilações nas commodities reforçam o apelo do ouro como reserva de valor.
Na agenda doméstica, os agentes acompanham os indicadores de inflação e atividade econômica que podem influenciar a política monetária do Banco Central. A percepção sobre o equilíbrio fiscal também pesa no câmbio e, indiretamente, na demanda por ouro como proteção contra riscos locais. Além da inflação, os desdobramentos políticos em Brasília seguem no radar dos investidores, influenciando a confiança e a busca por ativos defensivos.
O metal mantém seu papel de ativo de proteção em um ambiente de cautela e liquidez reduzida.
Sobre Mauriciano Cavalcante
Mauriciano Cavalcante é economista da Ourominas, uma das maiores empresas de compra e venda de ouro no Brasil. Bacharel em Negócios Internacionais e Comércio Exterior, o especialista comenta sobre a cotação do ouro e câmbio de moedas. Mauriciano também aborda sobre tendências do mercado nacional e internacional e sua correlação com o mercado cambial.
Sobre a Ourominas
A Ourominas (OM) possui anos de história e atuação. Ao longo desse período construiu uma sólida reputação, se consolidando como uma bem-sucedida instituição do mercado e referência no Brasil em serviços financeiros.
Atualmente a OM possui um portfólio diversificado de soluções financeiras no mercado de ouro ativo financeiro para exportação, investimento e consumo industrial, da qual é certificada na Americas Gold Manufacturers Association (AMAGOLD). E no mercado de câmbio de moedas estrangeiras para turismo e negócios internacionais, integra a Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM).
Em 2021, a OM foi a primeira Instituição Financeira da América Latina a possuir as certificações ISO 9001, 14001 e 45001, e em 2022, a OM foi a primeira Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) da América Latina a possuir a certificação Great Place to Work (GPTW).
Com uma estrutura completa de consultores especializados, oferece atendimento dedicado a diversos perfis de empresa ou pessoa física, moldando os produtos às necessidades dos clientes com qualidade, agilidade e baixos custos operacionais.


