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regiaonews
PUBLICADO EM: 06/09/2014 10h42


Garoto com fogo selvagem tem alta do Regional e será internado no Pênfigo

Seu estado geral é bem melhor do que há duas semanas, mais ainda há sinais dos sintomas da doença no seu rosto.



 

Depois de 12 dias internado no Hospital Regional, o garoto Micael Rosário, diagnosticado com fogo selvagem, teve alta ontem à tarde e à noite voltou para casa no Assentamento Barra Nova. O menino, que em menos de um mês teve o seu corpo tomado por feridas e não conseguia andar com o atrofiamento das articulações das pernas, deve retomar o tratamento dentro de uma semana no Hospital do Pênfigo.

 

Até lá deve sair o laudo com a confirmação do diagnóstico da doença. Enquanto isto, a recomendação médica é de repouso absoluto, que evite exposição ao sol e a poeira, com alimentação a base de frutas. Micael, em companhia da mãe, Maria Madalena, foi trazido de Campo Grande numa ambulância enviada pela Secretaria de Saúde.

 

Seu estado geral é bem melhor do que há duas semanas, mais ainda há sinais dos sintomas da doença no seu rosto. “Graças as Deus ele está bem”, informa Maria Madalena, que contou com a solidariedade dos vizinhos dos assentamentos Barra Nova e Capão Bonito, que organizaram uma galinhada na semana passada e o dinheiro obtido será todo revertido na compra de alimentação para Micael.

 

A promoção garantiu uma receita líquida de R$ 7 mil que vai ajudar a família do garoto (o pai, a mãe e quatro filhos). Eles sobrevivem apenas com o salário mínimo do pai dele, Reginaldo Nascimento de Souza, que trabalha como vigia na Usina Passatempo, em Rio Brilhante. O garoto só conseguiu atendimento adequado para o seu problema de saúde, após um mês de peregrinação da sua mãe no posto de saúde mais próximo de onde mora (no Capão Bonito) e na Unidade Central de Saúde.

 

Nas três primeiras consultas, o médico se limitou a receitar um antialérgico. No último atendimento o médico limitou-se a receitar uma injeção de Benzetacil, com um pedido de exame de hemograma e uma injeção. Seu estado de situação precário chamou atenção de uma funcionária pública que o viu no posto.

 

Ela levantou recursos com conhecidos para pagar o lotação que  trouxe Micael e a mãe até o Hospital Elmiria Silvério Barbosa. A diretora administrativa do hospital, Vanda Camilo, conseguiu encaminhamento no mesmo dia para uma consulta no Regional, onde estava internado. 

 

 

 






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