Renan Tondato Rodrigues
PUBLICADO EM:
19/06/2026 12h43
Em 15 anos, só 33% das maiores ações do Ibovespa batem o CDI; S&P 500 alcança 100% com carrego
Foto: Gestora carioca analisou desempenho de ações globais ao adicionar o carrego do diferencial de juros
Estudo da IP Capital Partners revela como o hedge cambial potencializa retornos internacionais, transformando diferencial de juros em vantagem estrutural
Estudo inédito da IP Capital Partners revela uma diferença expressiva entre as oportunidades de geração de retorno no mercado acionário brasileiro e no exterior. Ao analisar as 50 maiores empresas do Ibovespa e do S&P 500 em uma janela de 15 anos, a gestora constatou que apenas 33% das ações brasileiras superaram o CDI no período.
Já ao analisar o índice americano, 100% das ações bateram o referencial brasileiro quando incorporado o efeito do carry trade, também chamado de “carrego” — ganho obtido por investidores que fazem hedge cambial e capturam parte do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.
O estudo nasceu da necessidade de demonstrar como investimentos internacionais podem complementar a alocação doméstica. O carrego considera a taxa de juros do contrato futuro da moeda local, descontadas taxas. Hoje, a IP Capital Partners estima que esse carrego represente cerca de 8,5% ao ano, potencializando os retornos em reais dos investimentos realizados no exterior.
“No Brasil, você consegue encontrar histórias extraordinárias de investimento, mas elas são escassas. Quando combinamos empresas internacionais com o carrego proporcionado pelo hedge cambial, a probabilidade de sucesso fica muito maior”, afirma o sócio e COO, Rodolfo Marinho
A tese, segundo a gestora, é de oferecer uma vantagem pouco explorada para o investidor brasileiro: a possibilidade de combinar o potencial de crescimento de empresas globais com os elevados juros domésticos. Atualmente, cerca de dois terços do IP Participações, principal fundo da gestora, é composto por ações globais. A alocação, porém, varia conforme as oportunidades.
Segundo a gestora, o resultado tão positivo dos papéis norte-americanos se deve sobretudo ao ambiente empreendedor pujante, estabilidade econômica de lá e ao grande potencial de geração de lucros destas companhias.
A IP administra quatro fundos de investimento, somando R$ 2,7 bilhões sob gestão. Além do IP Participações, o portfólio também inclui o IP Value Hedge, voltado a estratégias alternativas aos multimercados; o IP Previdência, versão previdenciária do IP Participações; e o IP Atlas, destinado a investimentos em empresas internacionais com ou sem exposição ao dólar.
A estratégia de gestão busca combinar retornos consistentes com controle de risco e menor volatilidade em relação à média dos fundos de ações, utilizando filtros com objetivo de reduzir o risco de perdas permanentes de capital.
Sobre a IP Capital Partners
Primeira gestora independente do país, a IP Capital Partners foi fundada em 1988, apresentando um dos históricos mais longos e rentáveis da indústria de fundos brasileira. A atuação é focada em mitigar os riscos, de forma a combinar retornos consistentes com uma volatilidade histórica bem menor que de outros fundos de ações.
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